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Mineira de Belzonti, 25 verões e 24 primaveras, mulher que cria, moça que descobre, menina que brinca e às vezes também chora. Uma busca aqui, um tropeço ali, uma descoberta acolá. Caminhando... Abertura a novos ares, passo a passo. Escrever é minha válvula de escape e um grande prazer. Visite também meu blog de artesanato http://bonequinhasdluxo.zip.net |

Sonhos existem para nos iludir? Para nos estagnar? Para nos retirar da realidade?
Sinto que a razão de ser do sonhar é muito mais do que tentam nos fazer crer. Falo do sonho-meta, do sonho-horizonte, do sonho que nos acorda para viver. Falo dessa força que por mais que queiramos calar, que por mais que teimemos em guardar em velhos papéis em gavetas esquecidas, sempre está presente, sempre nos movimenta. Mesmo diante da desesperança, do medo, o sonho nos faz pensar num mundo melhor. E não é sem dor que viramos as costas para esse sonho-esperança, não é com verdadeiro desdém que dizemos "tanto faz", essa frase sempre vem carregada da amargura da não-realização. Basta negar um sonho para que eles não mais surjam? Não dá para negar o que é humanidade em nós.
Sonhos estão em nossos corações para nos apontar um horizonte, para nos erguer, para nos favorecer o movimento para a vida, para a energia criativa-criadora que não está fora, mas sim dentro de nós. É um religar-se com a alma, é um reconciliar-se com o Todo que habita em nós. Essa alma, esse Todo dos quais aprendemos a duvidar... Ouvimos que certas perguntas não têm respostas, que buscar é bobagem, que sentir é machucar-se, que lutar não adianta, que as coisas são como são e ponto final. E aprendemos que somos indivíduos, que como indivíduos devemos ser individualistas. E aprendemos que só podemos crer no que está diante dos olhos, nos guiamos cada vez mais para fora, para o externo, para o que atrai os sentidos. E esquecemos que para além dos sentidos existem sentimentos e relações.
Sonhos são lanternas, são faróis, são lampejos a nos provocar para seguir mais adiante. São evidências de um caminho a trilhar, que não tem explicação no nível utilitário, no nível lucrativo, no nível mais rasteiro do que se constitui como negação da humanidade. Sonhos-faróis nos lançam de fato para a realidade.
"Sonhar é acordar-se para dentro" (Mário Quintana)
"E poder lançar-se inteiro e verdadeiro para fora" (Juliana Garcia - Esta que vos escreve!)

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