Eu por eu mesma
Mineira de Belzonti, 25 verões e 24 primaveras, mulher que cria, moça que descobre, menina que brinca e às vezes também chora. Uma busca aqui, um tropeço ali, uma descoberta acolá. Caminhando... Abertura a novos ares, passo a passo. Escrever é minha válvula de escape e um grande prazer.
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Imagem em: http://crioasas.blogspot.com

Chega de ensaio, eu preciso é de estréia. Chega de teoria, eu quero é sentir.

Chega de fingir que não precisa sentir um beijo no rosto, um sorriso, um olhar de interesse. Chega de fingir que do jeito que tá basta. Porque não basta. A gente precisa de gente, de movimento, de suor, de lágrima, de terra, de semente, de sentir, de correr, de respirar, mesmo que arfante. A gente precisa sentir que tá vivo e não só que o despertador tocou pra mais um dia.

Coisas simples escapam aos olhos, às mãos, ao coração. E a gente segue andando, ensaiando demais, pensando demais, deixando o instante de agora. Se vive ou no passado ou no futuro. Se vive na expectativa do que não foi, do que não será. Sonhando com um mundo assim, assado, que não pode ser o mundo tal qual é somado a algum movimento meu para mudança.

E nem quero falar de grandes mudanças. Só queria passar a sentir cada instante. Só queria estar em sintonia com aquilo que meus olhos dizem diante de cada elemento novo.



- Enviado por: .·´¯`·-» Juliana «-·´¯`·. às 20:13
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Não preciso de elogios. Não preciso de críticas. Preciso é ser entendida, e venha o que vier a partir disso.



- Enviado por: .·´¯`·-» Juliana «-·´¯`·. às 16:42
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“Aprendi com as primaveras a me deixar cortar e voltar sempre inteira” (Cecília Meireles)

 

 

 

Aprendi e ainda tenho aprendido que a vida traz surpresas que nem sempre entendemos, mas que podem trazer novas formas de pensar, de ser e de conviver que nos fazem crescer.

 

Tenho aprendido a lidar com o tênue limite entre delimitar meu espaço vital e me fechar dentro de um casulo. A sutil diferença entre defender a minha dignidade e me negar a conviver com a diferença.

 

Tenho aprendido também a importância da fluidez, da abertura às situações, do aproveitar o instante de agora. Sempre tendo em mente que até posso ser podada em um instante ou outro, mas que isso não tira a vida que há em mim. Não tira a minha vontade e a minha capacidade de ser mais.

 

Viver um dia de cada vez, com o que ele vier. Lembrando que nem sempre posso mudar o que me cerca, mas sempre posso escolher como me posicionar diante do mundo.

 



- Enviado por: .·´¯`·-» Juliana «-·´¯`·. às 08:55
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