Eu por eu mesma
Mineira de Belzonti, 25 verões e 24 primaveras, mulher que cria, moça que descobre, menina que brinca e às vezes também chora. Uma busca aqui, um tropeço ali, uma descoberta acolá. Caminhando... Abertura a novos ares, passo a passo. Escrever é minha válvula de escape e um grande prazer.
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“Se desdobra para arrumar a bagunça dos outros.

E dela quem vai cuidar?”

(Raymond Dufayel para Amélie Poulain) *

 

Essa é a estranha jornada que venho traçando: ouvidos atentos para o que se passa lá fora e surdez para o que se passa aqui dentro.

 

Sempre pronta para enxergar as soluções para o outro, falta tato para lidar com os próprios fantasmas. Os grandes dissabores e os pequenos prazeres passam desapercebidos ou são desastradamente tratados...

 

É preciso treinar os ouvidos para perceber as coisas que se passam aqui dentro, mesmo que eu nem saiba lidar com elas. E quem foi que me convenceu um dia que era preciso saber lidar com tudo que me aparece? Existem coisas diante das quais realmente nos sentimos sem ação. Isso, no entanto, não é motivo para ignorar ou fugir.

 

Preparo-me para uma grande aventura: a de viver minha vida, venha ela como vier. Se há pedras, se há flores, se há chuva, se há nuvem, se há sol, se há decepção, se há desafio, se há surpresa – seja como for essa é a vida que tenho. Se me viro de costas para ela, o que fazer nesse mundo? E se quero uma vida melhor, é preciso olhar para a vida que tenho.

 

Não dá mais para brincar de esconde-esconde. É preciso cuidar de tudo isso que vai aqui dentro, mesmo que me cause medo, mesmo que eu não faça idéia do que venha a encontrar... Essa sou eu, essa é minha vida.

 

 

Quero ser protagonista da minha história e não só espectadora voyerista do que se passa no mundo dos outros.

 

 

  

 

* Recomendo: Assistam ao filme “O fabuloso destino de Amélie Poulain”. Um filme colorido sobre as pequenas belezas da vida e sobre as possibilidades que nos cercam. E sobre muito mais.

 

Um filme delicado e que bota a gente não só pra pensar, mas também pra sentir.

 



- Enviado por: .·´¯`·-» Juliana «-·´¯`·. às 16:52
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Olás companheiros devaneiadores!

 

Estive sumida por razões "psicológicas"... Meu computador anda um tanto estressado e resolveu tirar umas férias...

Ai, ai! Um dia ele volta!!! E pela mesma razão não estou fazendo as visitas aos blogs amigos. Logo que passar essa fase introspectiva do meu computador, volto à ativa, amigos!

 

 

***

 

Por vezes somos escravos.

 

Dos antigos medos

Das velhas maneiras de resolver problemas

Das manias

Das mágoas

Dos silêncios

Das maledicências

Do egoísmo

Do desamparo

Da etiqueta – social ou de marca.

 

E vendemos nossa liberdade. E vendemos nossa voz, nossos sonhos, nosso corpo e nossa alma.

 

O outro não tem o direito de decidir por nós como estará o nosso humor, como será o nosso dia e qual ação é a “mais adequada”.

 

Liberte-se dos velhos atavismos, das fofocas alheias, do olho gordo e do amargor das pessoas. Alçar vôo, vencer barreiras, principalmente aquelas que impomos a nós mesmos por nos guiarmos pelo olhar do outro.



- Enviado por: .·´¯`·-» Juliana «-·´¯`·. às 12:22
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