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Mineira de Belzonti, 25 verões e 24 primaveras, mulher que cria, moça que descobre, menina que brinca e às vezes também chora. Uma busca aqui, um tropeço ali, uma descoberta acolá. Caminhando... Abertura a novos ares, passo a passo. Escrever é minha válvula de escape e um grande prazer. Visite também meu blog de artesanato http://bonequinhasdluxo.zip.net |


Nem bem abro o olho e já pulo da cama. Sem acordar direito, sigo os movimentos mecânicos de pegar minha toalha e ir pro banho. Lá ainda autômata, sigo os movimentos de todo dia... Volto pro quarto, me arrumo... Saindo de casa, é bem capaz que nem tenha tido contato com o dia que amanhece, contato comigo mesma. Só automatismo, só a mesma rotina.
Mas se eu romper essa rotina? E se antes de me levantar, eu me espreguiçar com calma, sentir meu corpo acordando... E tomar meu banho pensando em como desejo que meu dia seja... E sair de casa prestando atenção no sol quentinho que toca meu rosto...
Talvez os dias fossem mais meus. Talvez eles tivessem mais alma.
Chego em casa, arrumo as coisas pro próximo dia, digito um trabalho no computador e já volto pra cama. Sono, cansaço e quem disse que consigo dormir? Quem disse que meu corpo está pronto pra isso? Corpo que ficou o dia inteiro tentando acordar, agora precisa dormir e não consegue.
Passei a respirar melhor, ouvir música suave, apagar a luz e respirar fundo sem pressa por alguns minutos... E meu corpo agradeceu! Ouvi sua mensagem e ele pôde ouvir a minha.
Tanta diferença pode fazer se nos acostumarmos a ouvir nas pequenas situações da vida. Exercício que deveria começar na auto-escuta: ouvir o que o nosso corpo diz, o que nossos sentimentos estão apontando, o que deseja a nossa alma. E a partir daí seríamos melhores escutadores, prontos para cuidar, prontos para sermos mais humanos na relação com outros humanos.
E isso só se realiza à medida que estamos em um contato mais profundo com a nossa própria humanidade.
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Em primeiro lugar, agradeço aos comentários que recebi sobre os devaneios anteriores, seja aqui ou via e-mail. Por retratarem questões muito íntimas minhas, fico aliviada por trazer à tona o escondido e, mais ainda, por poder trocar idéias com aqueles que também se sentiram de alguma forma tocados com o que eu expus. Sentir as pessoas do outro lado da tela tem sido muito bom.

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Quanto de amor tem a minha vida?
Quanto de abraço, de afago, de sorriso? Quanto de doação, de partilha, de cumplicidade?
E de presenças que são sentidas mesmo à distância? Quanto de sonho e de esperança?
Quanto tem e com que freqüência? Com que freqüência e em que profundidade?
Sem amor, não dá pra ser. Amor aqui dentro, amor lá fora, amor pelo que se é, pelo que se faz, pelo que se planeja, pelo que se constrói. Sem isso vamos andando sem rumo, sendo levados por qualquer vento, pra qualquer direção. Sem amor, sem meta, sem finalidade.
E amor tá naquele abraço do amigo, na piscadinha de quem entendeu o que você quis dizer, na mão que se estende confiante em encontrar a sua, no sol quente que atravessa o vidro do ônibus na manhã fria, na lembrança que faz o coração bater mais vivo, na mensagem que troca sentimentos, no que você imagina estar fazendo daqui dez anos. Tá nisso e pode estar em muito mais coisas, em muitos mais lugares, em muitos mais olhares e possibilidades que cruzam nossos caminhos. Mas estamos, na maioria das vezes, atrasados demais, cansados demais, ocupados demais pra captar a sutileza, a leveza dos segundos em que o amor aparece e nos convida a um outro estado de vida. Uma vida mais viva, mais plena de sentimentos e de experiências que têm sentido para o que há de mais profundo em nós.
Sem fórmulas, o amor não se adestra, não se compra, não se banaliza. Amor é amor e pronto. Com mil faces, sem nenhuma máscara, ele nos convida a descobrir as nossas inimagináveis capacidades – de ser, de encontrar, de crescer, de se superar.
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