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Mineira de Belzonti, 25 verões e 24 primaveras, mulher que cria, moça que descobre, menina que brinca e às vezes também chora. Uma busca aqui, um tropeço ali, uma descoberta acolá. Caminhando... Abertura a novos ares, passo a passo. Escrever é minha válvula de escape e um grande prazer. Visite também meu blog de artesanato http://bonequinhasdluxo.zip.net |

Nesse feriado decidi abrir espaços...
Mas para isso agora estou envolta a uma pilha de papéis, sacolas, objetos antigos e afins... Até um chumaço com resto de cabelo que cortei há muito tempo, eu achei! Tudo isso (e muito mais) invadiu o chão do meu quarto, mas apesar da bagunça inicial me sinto mais leve! E estou conseguindo abrir espaços (vibrem!): uma prateleira inteira para os livros atuais, onde antes estavam livros antigos em que eu nem mexia mais – aproveitando para enxotar a danada de uma traça que estavam acabando com meus queridos livros; uma gaveta, onde só ficavam cacarecos, está livre no criado velho; tenho agora uma caixinha de primeiros socorros , que nunca teve essa função e até então só servia para guardar outros pequenos cacarecos, enquanto os remédios viviam espalhados pela casa...
Outros espaços serão abertos. E menos bagunça vai ficar espalhada por falta de espaço adequado. Vou poder respirar melhor, me encontrar melhor nesse ambiente que também tem grande semelhança com meu ambiente interno.
Abrir espaços exige jogar fora coisas velhas, priorizar escolhas, experimentar, gastar um certo tempo (paciência!), organizar o que fica e manter a organização – talvez essa última parte seja uma das mais complicadas, ao menos para mim!
O maior problema é que na maioria das vezes nem chego a jogar fora tudo que precisa, muito menos a fazer a organização completa das coisas. Aí fica difícil manter organizado!!! Acabo desistindo... Porque pra abrir espaço de verdade é necessário mexer em toda a estrutura, em toda a bagunça que levei anos pra fazer!
E dentro da gente não é muito diferente: não adianta escondermos as bagunças debaixo do tapete. Um dia acabamos escorregando no tal tapete e a poeira lá embaixo pode estar muito maior! Na verdade, a gente só tem a ganhar em poder escolher em ter tapete ou não, em vez de ser obrigada a tê-lo pra esconder o que nos incomoda.
Abrir espaços: tarefa pra toda uma vida! Tô gostando da tarefa, pelo menos até agora! Dia a dia vou organizando tudo aqui dentro – o quarto e minha cabecinha.
Abertura, sempre.
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Quando paramos pra pensar nas escolhas que fizemos ao longo da vida pode nos dar uma sensação estranha: e se eu tivesse feito diferente? Como seria minha vida se aquele dia eu tivesse dito o que eu sentia, em vez de silenciar? E se eu tivesse silenciado, em vez de brigar? Como seria se eu tivesse virado a esquina? E se daquela vez eu tivesse saído cinco minutos mais tarde?
Dá até pra pirar, escrever um livro, chorar na cama, agradecer aos céus por aquela escolha, mas... o fato é que nunca saberemos o que teria mesmo acontecido se tivéssemos escolhido diferente. Poderia ter sido melhor, pior ou o atalho poderia cair no mesmo lugar onde estamos hoje.
De qualquer maneira, essa é a nossa vida. Na vida que temos hoje e sobre o tempo de agora temos poder. E é nas escolhas que faço agora (escrever sobre isto ou sobre aquilo, tomar meu café agora ou depois, dizer o que sinto ou calar) que está a chave para criar possibilidades ou continuar andando em círculos. É no hoje que estão as possibilidades realmente possíveis - mesmo que seja redundante!
É agora que posso virar o jogo, ganhar, perder, empatar ou mudar de jogo. Apesar de mesmo sabendo disso não sabermos direito em quais resultados terminarão nossas escolhas, ao menos temos que reconhecer que o hoje nos pertence e que nós (e mais ninguém) somos responsáveis por ele.
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