Eu por eu mesma
Mineira de Belzonti, 25 verões e 24 primaveras, mulher que cria, moça que descobre, menina que brinca e às vezes também chora. Uma busca aqui, um tropeço ali, uma descoberta acolá. Caminhando... Abertura a novos ares, passo a passo. Escrever é minha válvula de escape e um grande prazer.
Visite também meu blog de artesanato
http://bonequinhasdluxo.zip.net

Adote essa campanha!





UOL








Devaneios arquivados

- Ver mensagens anteriores



Devaneios Alheios

- Dev@neios e Firul@s - meu antigo blog
- Crio Asas
- Bonequinhas D'Luxo
- 7x7
- Bolsa de Mulher
- Apenas Tajan
- Mude
- Consciência e Vida
- Esculacho e Simpatia
- De Ponta Cabeça
- Segredos e Surpresas
- Coisas que ninguém deveria ler
- Taxitramas
- Eu e o HIV
- Távola Redonda
- Cantinho da Gê
- Conversa de Terapeuta
- Caixa Palavra
- Sobre o Tudo e o Nada
- Pekena e Piskante
- Pensamento Solitário
- Sinestesias Anestésicas
- Romântica Kall
- My Cat Blog
- Afrodyte


Votação

- Dê uma nota para meu blog

Indique esse Blog




História de Uma Gata
(Enriquez - Bardotti - Chico Buarque)


Me alimentaram
Me acariciaram
Me aliciaram
Me acostumaram

O meu mundo era o apartamento
Detefon, almofada e trato
Todo dia filé-mignon
Ou mesmo um bom filé...de gato

Me diziam, todo momento
Fique em casa, não tome vento
Mas é duro ficar na sua
Quando à luz da lua
Tantos gatos pela rua
Toda a noite vão cantando assim

|Nós, gatos, já nascemos pobres
|Porém, já nascemos livres
|Senhor, senhora ou senhorio
|Felino, não reconhecerás

De manhã eu voltei pra casa
Fui barrada na portaria
Sem filé e sem almofada
Por causa da cantoria

Mas agora o meu dia-a-dia
É no meio da gataria
Pela rua virando lata
Eu sou mais eu, mais gata
Numa louca serenata
Que de noite sai cantando assim

|Nós, gatos, já nascemos pobres
|Porém, já nascemos livres
|Senhor, senhora ou senhorio
|Felino, não reconhecerás


***

Já nascemos livres, mas insisitimos em abrir mão disso. Bastam algumas regalias e fácil, fácil vendemos nossa liberdade. Oferecem-nos garantias, seguranças, proteção e mesmo que com o tempo o felino que há em nós comece a miar, a implorar novos ares, vem o medo de ousar.

Se reconhecemos que se trata de uma escolha, tanto melhor. Só não vale sofrer olhando a janela, culpando quem nos deu a almofada quentinha que agora nos sufoca a coragem de pular a janela e sentir o frio da noite. Nós é que escolhemos ficar presos a isso ou àquilo. E se o outro nos prende é porque nos deixamos prender.

Não faço apologia à rebeldia (aliás, venho sofrendo com a minha!), só tenho refletido sobre os caminhos que trilhamos na vida e as possibilidades que temos de caminhar em outras trilhas, ou em mesmas trilhas mas de novas maneiras, que nos façam tão ou mais realizados do que nossos velhos hábitos possam fazer.

Na almofada ou virando lata: o importante é refletir sobre o que vem guiando nossas escolhas vida a fora.




- Enviado por: *.*.* Juliana *.*.* às 13:29
[ ] [ envie esta mensagem ]

.................................................